quinta-feira, 22 de março de 2012

12 de Fevereiro - Grande Prémio de Mem Martins


2 em 1. Duas provas num fim de semana. Se no dia antes na Nauticampo tinha feito 43 minutos, fui para Mem Martins para fazer uma prova um pouco mais calma. Afinal no próximo fim de semana ia fazer a Maratona de Sevilha e não me lembro de nenhum plano de treinos que recomende 2 corridas de 10Km no fim de semana antes de uma Maratona.

Mas ainda assim lá fui, substituir alguns treinos em falta por provas, para puxar um pouco pela velocidade tão descurada ultimamente.

É uma prova simpática, bem organizada, com partida de um lado da linha do comboio e chegada do outro lado. Mas basta atravessar a ponte pedonal, ou novidade este ano, passar por baixo da linha no tunel novo, e estamos de novo junto ao local da partida, onde deixei o carro estacionado.

Uma subidas jeitosas pelo caminho, para quebrar a monotonia, e 2 vezes uma bela subida de deixar os bofes de fora a quem puxar pela máquina. Ainda parti com o José Santos mas ele estava fresquinho que nem uma alface pois não teve de ir atrás do José Carlos na véspera, na Nauticampo, e às tantas descolou.

No final acabei por fazer 44 minutos, pouco mais que na planície do Parque das Nações, ou seja acabei por me esticar um pouco mais que a conta.

O José Sousa fazia anos e no final tivemos de ir beber umas MPEG's para celebrar a data.

11 de Fevereiro - Corrida Nauticampo


Foi o saudosismo da Nauticampo que me levou a esta prova. Quem não se recorda da verdadeira Nauticampo na FIL, quando éramos putos, quando éramos um país pobretanas? Caravanas fantásticas, veleiros, tendas, era uma das maiores e mais concorridas feiras da FIL. Pelo menos é a ideia que guardo. E a minha família nem era muito ligada à vida na natureza. O que terá acontecido entretanto? Ficámos finórios? Acampar e viver a natureza é coisa para pés de chinelo e agora que somos (éramos) ricos não queremos saber de coisas de pobres remediados?

Seja como fôr e porque a organização oferecia bilhetes para a Nauticampo lá fui, sendo a única mais valia o facto de ter levado a Dora também. Mais uma prova no estafado circuito urbano do Parque das Nações. Uma surpresa me aguardava. O circuito não foi o que estava divulgado no site e em vez de uma volta no empedrado demos 2 voltas. Uauu. Obrigado Xistarca. A foto acima mostra bem o que foi a prova para mim. Com o tipo de treinos e provas que tenho feito, a velocidade é um aspecto que tenho abandonado a pouco e pouco. Mas nesta prova decidi seguir o José Carlos para perceber como estava. O José Carlos tem tido uma progressão brutal e já é difícil acompanhá-lo como constatei nesta prova. De qualquer modo foi um excelente treino persegui-lo e mesmo quando pude não me atrevi a ultrapassá-lo não fosse despertar uma fúria e ele dar-me um bigode ainda maior :)

À tarde voltei ao local do crime para visitar a Nauticampo. Muito fraquinha. Uma pálida imagem da feira que me lembro. Meia dúzia de coisas sem grande interesse num único pavilhão da 'nova' FIL.

Dificilmente voltarei a esta corrida.


quarta-feira, 21 de março de 2012

7 de Fevereiro - 27º Treino Lunar


Se há treinos lunares que merecem ficar para a história este é um deles. Finalmente podíamos ter ido de taxi. Não há que ter vergonha. Os deputados do CDS também já couberam todos num taxi e hoje estão aos comandos do país... embora aos comandos seja talvez uma expressão um pouco forte neste caso...
Uma coisa é certa, nós nunca haveremos de fazer parte do governo.

Na realidade até éramos 5 mas um outro companheiro partiu mais cedo e não ficou para a foto. 
Em recuperação do empeno dos Abutres soube-me bem ir devagar a acompanhar a Dora.

No final mesmo sendo tão poucos conseguimos fazer o belo jantar da praxe. O Zé levou uma massinha que estava quentinha e soube que nem ginjas, o Luis o Galito e nós uma tarte de côco que até teve honras de facebook na véspera e estava bem boa. Mais uma noite entre amigos. No final não foi preciso taxi para voltarmos para casa com o espírito cheio de boa disposição.

28 de Janeiro - 2º Trilho dos Abutres



Tal como na prova, este blog empenou no Trilho dos Abutres. Vamos lá mas é a desencalhar isto. 

Por um lado é boa ideia deixar as ideias assentar um pouco em vez de vir com o coração nas mãos escrever sobre uma prova. Claro que não foi isso que me fez demorar tanto, mas aproveito a desculpa.

Este ano repeti o passeio do ano passado com a diferença que levei ainda mais amigos e alguns foram iniciar-se em trilhos. Até a Dora me fez companhia e que bem que soube dormir mais quentinho, no pavilhão dos bombeiros... :)

Portanto a dormida nos bombeiros já se está a perceber que foi um bom upgrade. Tirando o facto de quase ficarmos agarrados sem colchões porque os bombeiros tinham deitado fora os que usámos o ano passado. Nós fomos à confiança, íamos-nos tramando.

O convívio de véspera também foi 5 estrelas. Em boa hora cravei o  amigo Vitorino para nos orientar num local para jantarmos e que boa escolha ele fez, para além de nos honrar com a sua companhia. Um repasto de bradar aos céus, num bom ambiente e com uma Chanfana e um Sarrabulho excelentes. Um jantar daqueles que fica na memória por todos os bons motivos. 

A escolha do pavilhão como base da organização também foi um upgrade fantástico. Uma simpática feira com os produtos da região e o restante material, um local abrigado para convivermos um pouco e nos ambientarmos com o local de chegada do dia seguinte.

Ao contrário do ano passado de manhã abandonámos totalmente o quartel dos bombeiros e mudámos-nos para perto do pavilhão devido a problemas logísticos com os vários elementos e as chegadas das várias provas. Logo aqui percebi que ia perder um dos mimos do ano passado. O ano passado com as chegadas no centro da vila deixámos as coisas no pavilhão dos bombeiros e como quem não quer a coisa quando acabámos a prova fomos tomar um banho quentinho no quartel na paz do senhor. Que bem que soube!!! 
Portanto após o repasto e a visita ao pavilhão para recolher o dorsal e uma noite bem dormida, pese embora alguns roncos, lá acordámos para o frio de Miranda do Corvo.... brrrr... que frio matinal.
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Eis que chega a altura da prova. Este ano houve revista do material obrigatório o que acho muito bem pois se é obrigatório é porque é. E alguém tem de verificar senão não serve de muito. Tal como o ano passado as gaitas de foles ajudavam o pessoal a aquecer.

Muito menos água na serra da Lousã devido à seca que se faz sentir agora já em força. Os pequenos ribeiros não tinham margens bem definidas, provavelmente devido ao reduzido caudal o que resultava em enormes lamaçais nas zonas onde o ano passado pequenos riachos corriam. 

Não vou fazer uma descrição exaustiva da prova, apenas passar-vos a minha opinião e como tive a sorte de estar na 1ª edição, fazer as inevitáveis comparações. 

O meu objectivo este ano é preparar-me para fazer a minha primeira prova de 100Km, portanto é importante abordar as provas com um espírito de passeios. Ir devagar e não me lesionar é o mais importante. E assim tentei ir nesta também. Para além de que aqui a natureza merece a nossa contemplação. 
Nesta prova aproveitei também para estrear os meus bastões. Nunca tinha usado. Gostei e usei em várias situações. Nas grandes subidas são uma excelente ajuda. Fiquei cliente. Tentei desde o início dosear o esforço e o ritmo. O objectivo era limitar os estragos que tal esforço iria causar. 

Algumas pequenas alterações de circuito até chegarmos às eólicas, e só quando começámos a descer pela pista downhill vieram as verdadeiras mudanças ao traçado do ano passado.

Estas alterações trouxeram coisas boas e coisas menos boas. Gostei da dureza e dificuldades acrescidas com algumas partes fantásticas. Não gostei tanto das filas que se formavam no andamento onde ia inserido com grande dificuldade em ultrapassar e tentar manter o meu ritmo. Mas aí, azar. Fosse mais depressa para evitar seguir numa zona tão lenta.

Houve demasiadas zonas seguidas em que não era possível correr o que frustrou um pouco. Na minha opinião as zonas de quase escalada ou de progressão perigosa são fantásticas mas o ideal é estarem intercaladas com zonas para rolar um pouco, partir um pouco os grupos que se formam e evitar filas nos próximos obstáculos. Claro que escrever isto é fácil mas traçar 50Km num percurso circular e encaixar tudo na perfeição não é fácil. Por isso é que vos deram essa serra para se entreterem e melhorarem sempre. Talvez não passe tanto pelo aumento da distância, ou pelo aumento do número de participantes, talvez tenham de aumentar o perímetro de acção. Houve quem não gostasse de descer um corta fogo para subir outro ao lado logo de seguida. Eu gostei de tudo para ser sincero, a vista daquela descida ficou gravada. As cãibras que ameaçavam arruinar-me na subida ao lado também. 

No final e pese embora uma prova excelente, num palco de natureza fabulosa, com imensas dificuldades, dureza extrema com imensas escaladas e subidas demolidoras fica a sensação que as alteração desequilibraram um pouco a prova. Nada que não se corrija na próxima se for esse o balanço que a organização fez.

A caminhada creio que deve ter sido onde mais se sentiu também essa dificuldade. Com algumas pessoas a referirem não estarem preparadas para um nível tão exigente. Claro que com a ajuda dos caminheiros de Espinho todos superaram os obstáculos e no final ainda sabe melhor vencer alguns desafios que não estavam na agenda inicial. 

Este é mais um trail que tive a sorte de ver nascer e espero estar sempre à altura de regressar e acompanhar o seu crescimento por muitos e bons anos. Já têm tudo o que precisam aí em Miranda, agora é só afinar e melhorar. Parabéns a todos e até para o ano.

E agora... PARTIDA!
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