Fumei durante 20 anos. Estupidez. Nos ultimos anos de fumanço a vontade de acabar com a estúpida dependência já superava aqueles raros momentos de verdadeiro prazer; quando o corpo já exige a sua dose há imenso tempo e nos podemos finalmente encostar, saboreando cada baforada a carcomer cá dentro o pulmanito sequioso de fumo quentinho.
A decisão estava tomada. Restava aguardar pela altura certa de apanhar o bicho desprevenido para lhe dar com o cacete. Deixar de fumar, garanto-vos, é simples e fácil. No meu caso ainda tive de provar o sabor da derrota uma vez. Traído pela auto-confiança de ao fim de uns dias "isto até é fácil deixar, deixa-me cá fumar agora um que está mesmo a apetecer, mas é mesmo só este e talvez um ou outro de vez em quando...".
Perder uma batalha até é profilático se soubermos transformar essa derrota numa revolta ainda maior e na certeza que com aquela tática o raio das folhas secas não vão vencer a próxima. Passado um ano, já nem sei bem como nem porquê, nem sei o dia exacto, a guerra começou de novo e logo ao fim de um dia ou dois já sabia que ia ganhar. E pronto. Vitória!!!!
Não foi preciso emplastros, pastilhas, comprimidos, tisanas, xaropes ou agulhas. Se queremos mesmo uma coisa porque é que havemos de nos iludir com porcarias de substituição? Quem manda? Tu ou umas folhas secas esquartejadas embrulhadas em papel? Han? É só querermos mesmo e está feito.
Embora estes vícios com dependência física sejam para o resto da vida (nunca se esqueçam disto!!! o corpinho não se esquece, têm sempre de ser os vossos neurónios a comandar as operações) posso-vos garantir que ao fim de 3 anos e depois de tudo o que descobri, conheci e relembrei, fumo para mim é só nas chaminés.
Depois foi preciso lutar contra o excesso de peso, crónico, e principalmente não usar o fim do vício para engordar ainda mais e justificar o engordanço com o fim do vício. Tipo pescadinha de rabo na boca.
A pouco e pouco lá fui introduzindo o desporto em substituição da comezaina e da fumarada mas tudo sem grande convicção. Pouco tempo livre, muita inércia, etc.
Em 26 de Março de 2007 tudo mudou. Finalmente fui à mini-maratona de Lisboa (Corrida da Ponte sobre o Tejo), algo que já andava para fazer há vários anos, mas só dava por ela quando as inscrições estavam fechadas. Consegui correr os 8Km sem parar e fiquei com vontade de repetir a graça. Descobri o prazer de correr, o prazer das batalhas pessoais, do ultrapassar dos limites, da vitória do espírito sobre o corpo, do bem estar final após o esforço e muito mais.
A decisão estava tomada. Restava aguardar pela altura certa de apanhar o bicho desprevenido para lhe dar com o cacete. Deixar de fumar, garanto-vos, é simples e fácil. No meu caso ainda tive de provar o sabor da derrota uma vez. Traído pela auto-confiança de ao fim de uns dias "isto até é fácil deixar, deixa-me cá fumar agora um que está mesmo a apetecer, mas é mesmo só este e talvez um ou outro de vez em quando...".
Perder uma batalha até é profilático se soubermos transformar essa derrota numa revolta ainda maior e na certeza que com aquela tática o raio das folhas secas não vão vencer a próxima. Passado um ano, já nem sei bem como nem porquê, nem sei o dia exacto, a guerra começou de novo e logo ao fim de um dia ou dois já sabia que ia ganhar. E pronto. Vitória!!!!
Não foi preciso emplastros, pastilhas, comprimidos, tisanas, xaropes ou agulhas. Se queremos mesmo uma coisa porque é que havemos de nos iludir com porcarias de substituição? Quem manda? Tu ou umas folhas secas esquartejadas embrulhadas em papel? Han? É só querermos mesmo e está feito.
Embora estes vícios com dependência física sejam para o resto da vida (nunca se esqueçam disto!!! o corpinho não se esquece, têm sempre de ser os vossos neurónios a comandar as operações) posso-vos garantir que ao fim de 3 anos e depois de tudo o que descobri, conheci e relembrei, fumo para mim é só nas chaminés.
Depois foi preciso lutar contra o excesso de peso, crónico, e principalmente não usar o fim do vício para engordar ainda mais e justificar o engordanço com o fim do vício. Tipo pescadinha de rabo na boca.
A pouco e pouco lá fui introduzindo o desporto em substituição da comezaina e da fumarada mas tudo sem grande convicção. Pouco tempo livre, muita inércia, etc.
Em 26 de Março de 2007 tudo mudou. Finalmente fui à mini-maratona de Lisboa (Corrida da Ponte sobre o Tejo), algo que já andava para fazer há vários anos, mas só dava por ela quando as inscrições estavam fechadas. Consegui correr os 8Km sem parar e fiquei com vontade de repetir a graça. Descobri o prazer de correr, o prazer das batalhas pessoais, do ultrapassar dos limites, da vitória do espírito sobre o corpo, do bem estar final após o esforço e muito mais.
11 comentários: