segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Agora como... agora não

Na verdade nunca saberemos o impacto das nossas opções nutricionais. Sabemos que estatisticamente algumas pessoas melhoram com determinadas opções e que outras são claramente prejudiciais e poderão causar estragos.

Mas no nosso caso pessoal e assumindo que se tem já algum cuidado com a alimentação, até que ponto algumas alterações poderão influenciar o resultado final, ou seja, uma 3ª idade e uma velhice com menos problemas ou mesmo isenta de doenças degenerativas graves?

Se as coisas correrem bem, será que não estávamos já geneticamente protegidos? Ou o contrário, se correrem mal? E mesmo que corram mal, será que não adiámos os problemas e ganhámos uns aninhos saudáveis extra, ao fazer o que achamos mais correto, à luz da ciência atual?

Todos conhecemos o tipo que sempre levou uma vida de excessos e viveu saudável até às calendas, e o inverso também, o atinadinho que fazia tudo bem e bateu as botas com um AVC

De qualquer forma e mesmo não sabendo o plano que os meus genes me reservam gosto de ser prudente. E acredito que são várias as peças que se complementam para desfrutarmos de uma boa saúde até o mais tarde possível. 

E foi com esse espírito que aqui há uns meses comecei a ler sobre Jejum Intermitente. Na sequência de reduzir os hidratos de carbono e comer mais gorduras saudáveis, o jejum intermitente é o passo lógico seguinte. Afinal uma dieta pobre em hidratos já nos prepara automaticamente para longos períodos sem comer. O corpo aprende a alimentar-se, não só do glicogénio armazenado no fígado, mas também de cetonas que fabrica a partir da gordura armazenada. E temos quilos e quilos dela. 

A facilidade em usarem qualquer um dos métodos de Jejum Intermitente é tanto maior quanto mais adaptado a queimar gordura o vosso corpo já estiver. Porque quando seguem uma dieta pobre em hidratos descobrem que têm menos fome e que conseguem ficar muito mais independentes das refeições. 3 refeições por dia chegam e por vezes sobram. 

Há inúmeros sites sobre Jejum Intermitente que explicam as várias opções, basta irem ao Google e pesquisarem o tema. Não vou escrever mais um artigo que copia os outros 5 milhões. Deixo-vos apenas a minha opinião e como se podem iniciar no tema.

No site da Examine têm algumas considerações e estudos bem como algumas das variantes, neste link

Também vos deixo, como sempre, um ou dois links para poderem investigar os aspetos mais científicos do tema. Para mim vudu não chega, tem de haver ciência por trás das coisas. Não há evidências científicas, ou são frouxas? Deixa lá isso.
Curiosamente neste tema do JI, não há assim muita gente contra, ao contrário de outros mais polémicos. Então desde que o japonês Yoshinori Ohsumi ganhou o Nobel da Medicina, o pessoal anda mais entretido em investigar do que em criticar.

Neste blog encontram uma tradução de um artigo do New York Times que fala de uma palestra do Mark Mattson um neurocientista. Já dá para se entreterem e usarem o Google se for essa a vossa intenção. A palestra está na net, mas o artigo é um bom resumo.

Este é um tema muito atual que motiva inúmeras pesquisas como esta, muito recente, e cuja tradução podem encontrar também neste link.

Claro que na net vão encontrar a cura para todos os males e maleitas com o JI. Como sempre usem o bom senso na avaliação dos artigos.

Para experimentarem é simples, comecem por saltar o pequeno almoço. Escolham um daqueles dias em que acordam sem grande vontade de comer, ou que acham que vão conseguir comer mais tarde. Tomem apenas um café, um chá. Bebam muita água e aguentem até ao almoço. As reservas de glicogénio no fígado duram 12 horas portanto a manhã inteira já estão a facturar. Se tiverem jantado às 20h do dia anterior quando forem almoçar às 13h, já fizeram 17h de jejum. Simples e não custou nada.

Quando falhar pequenos almoços já comece a fazer mais sentido que tomá-los, estão prontos para o passo seguinte que é chegar às 24h falhando um almoço também. Sigam a mesma lógica, escolham um dia daqueles em que não vai dar mesmo tempo para comer nada. E não comam. Quando se sentarem de novo para jantar já passaram 24h. Este passo já exige mais dedicação mas se estiverem ocupados com alguma coisa nem vão dar por ela. 

No fundo o método de JI que escolherem terá de encaixar bem na vossa rotina. Escolham as refeições mais fáceis de saltar de acordo com os vossos hábitos. Experimentem e o vosso corpo vos dirá. Talvez não seja para todos. Como disse, aquela malta do croissant, do iogurtezinho e da frutinha a toda a hora, é melhor dedicar-se a outro tema. Farão bem ou farão mal? Os genes e a ciência lhes dirão daqui a uns anos.

Eu por mim estou-me a dar lindamente com o JI e uma coisa é certa, se fizesse algum mal saltar e falhar refeições os nossos antepassados não nos tinham trazido até aqui. 

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