sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

Stryd - Power to the... runners! (parte 1) by Pedro Almeida

Este é o primeiro artigo da nova coluna deste blog, Agora Corro Eu. A ideia é dar a palavra a quem quiser. Pode ser uma opinião, um relato de uma prova, uma análise de um produto, o que quiserem transmitir. A única condição que imponho é o artigo ter um espírito de partilha que sirva a comunidade de corredores. Basta contactarem-me, enviarem-me o vosso texto e imagens e se se enquadrar no linha editorial que referi acima, terei todo o gosto em publicar aqui. 

Embora sejamos um povo pouco escritor e pouco partilhador (somos mais do tipo consumidor e criticador) ainda assim espero estar enganado e que esta coluna seja um sucesso. 

Agora que está explicada a coisa, sem mais demoras, venha de lá essa inauguração. Tem a palavra o Pedro Almeida.


Depois de uma época um pouco desgastante, com 4 maratonas e posteriormente um desvio para os ultra trails, estava a precisar de uma mudança de ritmo para evitar que o treino e as corridas se tornassem num ponto de stress, que era exatamente o oposto do que me tinha levado a começar a correr.


Correr com Power... As experiências que fiz com o Garmin deixaram-me algo indiferente. Pareceu-me que reagia de forma consistente e cheguei a usar enquanto treinava para trails como tentativa de controlar o esforço em saídas mais prolongadas, mas o treino com Heart Rate alinhava melhor com as minhas sensações e não me tinha deixado ficar mal no passado. Por isso apesar de continuar a recolher dados de power nos treinos do dia-à-dia, nunca fui longe na análise e com o tempo deixei mesmo de ter o campo ativo no relógio.

Em relação ao Power, para além da Garmin outro nome que surgia constantemente era o Stryd. Um footpod, vá um sensor de passada na língua de Camões, que supostamente mede o nosso output enquanto corremos, ajustado em tempo real ao declive do terreno, biomecânica da passada e sei lá que mais.

Já há uns dois anos que andava de olho no bicho, mas o fanatismo de alguns fãs e a hipérbole do marketing da empresa sempre me deixaram um pouco de pé atrás. No entanto a última versão que agora tinha em conta o efeito do vento, testado aparentemente com sucesso pelo Rainmaker, pareceu-me um passo em frente.

Por outro lado gosto de gadgets, de recolher e analisar dados, perceber padrões, evoluções e regressões, e desta forma conseguir arranjar uma motivação externa através da tentativa parva de melhorar números, métricas e coeficientes. Aliado ao facto de ter carta branca da esposa para escolher a minha prenda de Natal, só faltava mesmo de repente lançarem uma promoção Black Friday da Stryd para não pensar duas vezes. Tanto quanto sei foi a primeira vez que fizeram desconto na compra de um Stryd, nos anos anteriores o melhor que se apanhou foi um desconto na compra de dois footpods

Depois da compra demorou uma semana a enviarem. Chegada a encomenda a Portugal, algures em Alfena, no site da transportadora a expressão "checking contents for damage" deixou-me apreensivo mas ainda pensei que fosse uma cena habitual, controlo genérico de embalagem e assim. Ao fim de uma semana sem evolução e a começar a estranhar a demora, lá contactei o serviço de apoio a cliente do Stryd, que me solicitou que aguardasse mais um ou dois dias, caso contrário para lhes voltar a dar mais um toque.

Entretanto passam esses tais dois dias e nada. Do lado deles vão então entrar em contacto com a transportadora, sugerem que tente ver também do meu lado se tiver essa disponibilidade. Aproveito para espreitar o site português à procura de contactos e já que lá estou meto o número da encomenda no tracking e pimba, agora sim sem sombra para dúvidas, "Envio danificado" é uma expressão bem mais assertiva por parte dos tugas, quase que podia lá estar um "Já foste!"

Do lado do Stryd indicam que ainda não receberam informação do pedido de averiguação inicial, mas asseguram-me que já pediram envio de nova encomenda caso não seja possível rapidamente perceber o que aconteceu com a entrega original. Lá recebo um novo tracking number, asseguram-me que continuam a analisar mas passa mais uma semana e nada, não existe evolução do estado da encomenda. Nisto estamos no Natal que é uma época complicada e nem pergunto nada, agora só para o ano penso eu.

Entretanto passa mais uma semana ou assim e recebo um email do apoio a cliente a indicar que se não tiverem resposta ao que me perguntaram que fecham o assunto. WTF, os americanos ficaram doidos, eu é que estavam à espera que me dissessem mais alguma coisa, ninguém me perguntou nada. Lá faço mais um email, sem sequer ser torto como eles mereciam e respondem logo a pedir desculpas, que é inadmissível ainda não ter recebido nada, que me vão reembolsar 20 USD e enviar nova encomenda através de outra transportadora.

Lá esforçados os gajos são, com um bocado de sorte ainda recebo três Stryds, penso eu sem grande esperança. Duzentos paus já se foram e produto nem vê-lo...

(continua)

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