domingo, 27 de março de 2011

20 de Março - Meia Maratona de Lisboa



Mais uma. Um dia lindo de Primavera embora ainda faltasse um dia para a dita cuja. Este ano repetimos a fórmula de sucesso do ano passado. Carro no parque do pragal, a pé até à portagem. Descemos com bastante facilidade o acesso à praça da portagem. Em 5 minutos, com alguma sorte na escolha do acesso, estávamos lá em baixo.

Mas o caos do costume reinava nos acessos. Lá em baixo o problema estava a começar a formar-se. Quando passámos na portagem ainda entrámos pelo sítio correcto. Mas o acesso à zona da mini era já um caos. Muito mal organizado com uns cartazes escondidos a indicarem o acesso correcto, quando a separação devia ser feita muito mais atrás. O caos era gerado porque só se sabia qual era a porta correcta em cima da portagem e depois o pessoal da mini tinha de ir para a outra porta.

Este ano em vários sítios se percebeu que a desorganização imperou. É triste quando ao fim de 21 edições as coisas pioram... quando era simples melhorar o que já funcionava bem.

Na zona da meia faltavam 20 minutos e decidimos aquecer um pouco. Começámos a correr um pouco em direcção às portagens e estranhei tanta gente, de repente.... Começo a olhar para os dorsais a pensar como era possível tanta gente na meia a aquecer por ali. Qual quê. Eram aos milhares, autentica massa humana de minis que avançava em direcção à partida. Mas como era possível? Aquela era a zona da meia. E nem sequer havia acesso de entrada por ali. De onde vinha aquela enxurrada? Só podia haver uma explicação. O caos para entrar era tanto que a desorganização deve ter decidido abrir as portas e deixar a marabunta tomar conta de tudo. Rapidamente invertemos a rota e tentámos dirigir-nos para a partida. Já eram aos milhares, velhos, crianças, tudo ao molho. Subimos as laterais de relva e conseguimos ficar inclinados mesmo em cima da linha de partida. Atrás de nós tudo fechou com uma massa compacta de minis. Tivemos sorte de não ser abafados por aquele tsunami de gente.


Até tivemos sorte, pois graças aquele tsunami precipitámo-nos para a partida e iamos arrancar mesmo à frente, logo a correr. À nossa frente uma zona tampão sem ninguem seguido da zona VIP. Não se percebe bem o critério da zona VIP. Algumas pessoas conhecidas, meia duzia de jarretas, até crianças, para além de alguns com aspecto de verdadeiros corredores. Pavoneavam-se por ali num luxo negado aos outros que de facto pagaram e queriam correr. Mais uma parvoíce oferta da desorganização desta prova.


Na partida, pela primeira vez começamos logo a correr. Fui com a Dora até meio da ponte num ritmo descansado. Não estava com muita vontade de ir depressa. Já se sabe que me ando a conter devido à minha lesão. Às tantas iamos atrás deu polícia de mota que seguia lentamente pela berma da ponte. Respirar escape de mota não é das coisas mais interessantes quando de vai a correr. Estiquei um pouco para ultrapassar o polícia sem perceber qual era a lógica de uma mota ir ali aquela hora. A Dora que já vinha um pouco acima do seu ritmo ficou para trás.

Ia a sentir-me bem, sem esticar muito. Ia nos 5m/Km e assim tencionava fazer toda a prova. Mas a pouco e pouco subia o ritmo. Cheguei a andar a 4m40 mas sentia a minha lesão a reclamar. E não houve muita história até ao Km 16. Já tinha encontrado a Dina na mini que me falou. Mas aos 16 ia todo entretido a acelerar e encontro o companheiro Silvino. Nem mais, fico já aqui na conversa pensei. E assim foi. Baixei um pouco e fui com ele mais outro companheiro até ao final.

Consegui acabar no limite de 1h45. Nunca pensei que conseguisse uma marca tão boa com a minha lesão. Mas ainda bem porque Paris está mesmo aí.

Não sei se fui eu que não reparei mas não me lembro de haver tapete de controlo em Algés. No ponto mais longe da prova. Só me lembro do tapete aos 20Km... Ui tantos records pessoais que vão ser batidos... Muito mau.

Após a meta estava a começar a ficar uma fila enorme para receber o saco com águas e pouco mais. Depois percebi porquê. Apenas meia duzia de tipos com sono e pouca vontade, entregavam os sacos da meia. Obrigado á desorganização. Mais um bom momento.

Por fim só faltava regressar. Íamos fazer como o ano passado. Apanhar um autocarro para Campolide e depois o comboio de volta para o Pragal onde o carro esperava. Na zona dos autocarros 2 funcionários da Carris ajudavam a desorganizar uma fila gigantesca. O resto era feito pela habitual falta de respeito e de educação das pessoas. A custo lá conseguimos apanhar um autocarro que se arrastou até Campolide.

Em Campolide já não havia comboios nenhuns especiais para levar as pessoas de volta. Deixaram toda a gente espalhar-se ao longo da plataforma. Claro que como conhecemos aquilo sabíamos que àquela hora o comboio era de 4 carruagens e só ocuparia metade da plataforma. Alguem avisou as pessoas? Claro que não. Quando o comboio chegou entrámos directo e depois ficámos à espera que toda a gente corresse para as carruagens mais atrás. Uma vergonha.

Este foi o ano em que menos tempos demorámos a chegar à partida. Foi o ano em que começámos logo a correr. Até podia ter batido o meu record pessoal numa meia, não estivesse coxo. Mas para mim as pontes acabaram. Fui 5 vezes. Em 2007 na mini onde tudo começou para mim e mais 4 meias nos anos seguintes.

Mas agora é tempo de dizer basta. Estou farto da falta de respeito que a desorganização tem pelas pessoas que vão ali para correr. Fica a ideia que tudo é feito para levar cada vez mais gente sem a minima preocupação por garantir infra-estruturas adequadas. Este ano só não faltei porque a prova para onde me tinham convidado eram 55Km serra acima e serra abaixo e isto não está bom para isso. Mas não voltarei à ponte a não ser que as coisas mudem. Foram muitos anos em que a unica coisa que acontece é piorarem as condições e o respeito por quem quer correr. O tempo que se demora para correr uma meia não é razoável. 6 horas para correr 1h45 e admito que somos dos que mais rápido fazemos todo o trajecto.

Tenho alguma pena de abandonar uma prova onde comecei a correr mas estou farto. Então a da outra ponte é uma autentica seca a palhaçada dos autocarros.

Como nota positiva fica o facto de haver cada vez mais gente na meia maratona. Parabéns a todos. Esse foi o unico aspecto positivo deste ano. Quase mais mil pessoas do que o ano passado. Quase 6500 pessoas a terminar a meia maratona é excelente.

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