sábado, 26 de novembro de 2016

Trekking e Trail Running no Rif


Se Marrocos ainda é um local desconhecido para a grande maioria das pessoas, o que dizer do Rife? É por isso que em Abril de 2017 este será o nosso destino. À descoberta de novos locais e de novas aventuras. Queres vir descobrir o Rife connosco? Então continua a ler e vê se te agrada a ideia.

O Rife é uma região montanhosa no norte de Marrocos, que se estende de Tânger, a oeste, praticamente até à fronteira com a Argélia, a leste, e do Mar Mediterrâneo, a norte. É uma região tradicionalmente isolada e desfavorecida, habitada sobretudo por populações berberes, embora também haja populações minoritárias de origem árabe.

As montanhas do Rife apresentam um relevo abrupto nas margens do Mediterrâneo e é frequente que as montanhas terminem em escarpas muito acentuadas, que contrastam com as colinas relativamente suaves dos arredores de Tânger. 

O clima é muito diferente do resto de Marrocos e muito semelhante ao de Portugal. E é por isso que a flora nos faz lembrar muitas vezes o nosso país. Tem bosques de cedro e carvalho devido à humidade e precipitação associados à altitude. A pluviosidade, que ultrapassa os 1 000 mm anuais, e a neve dos cumes, que duram até maio, mantêm bosques típicos de latitudes mais húmidas. A vegetação é tipicamente mediterrânica e vai desde as partes baixas com bosques de coníferas e zambujeiros, e conservam exemplares centenários em pequenos bosques junto de santuários e cemitérios. Nesses bosques desenvolvem-se medronheiros, além de ser frequente encontrar espécimes de grande porte de alfarrobeiras. À medida que se sobe em altitude, vão aparecendo os bosques mais húmidos de carvalhos, sobreiros, abetos e cedros.

Nos leitos dos rios e barrancos crescem bosques de aloendros e freixos e, em lugares mais altos, laurissilvas e alguns amieiros centenários. As matas de abetos estão protegidas e a maior parte delas encontram-se no Parque Nacional de Talassemtane.

Outras espécies bem nossas conhecidas que por ali proliferam são as azinheiras, desde o nível do mar até aos 2 400 m, tolerando diferenças de temperatura até 40°C, o sobreiro que é uma árvore tipicamente mediterrânica e o carvalho-português.

Entre a bicharada com que iremos partilhar os trilhos poderemos contar com javalis e macacos-de-gibraltar o único primata do Norte de África. Outras espécies de mamíferos presentes no Rife são o chacal, a raposa, texugo, gineta, o gato-montês africano, porco-espinho, doninha e lontra.

A avifauna é diversa, abundante e fácil de avistar. Apesar de aparentemente os pica-paus, chapins, tentilhões, perdizes, gaios, trepadeiras, etc. serem como os europeis, na realidade há muitas diferenças marcantes. O pombos-torcazes, falcões, alvéolas (Motacilla) e rolas são muito abundantes.
O Caiat

Uma varanda com vista para a montanha
A base logística será o Caiat, um albergue de montanha propriedade de um compatriota e amigo. Daí partiremos para uma inesquecível viagem de 3 dias pela região e  aí regressaremos para o descanso final e visita a Chefchaouen a cidade azul. Para além da paz que se sente neste local, o Caiat serve deliciosos pratos de gastronomia local com os mais saborosos e puros ingredientes. 
Chechaouen a cidade azul
Nesta zona não faz sentido falar-se em produtos biológicos. A agricultura e pecuária locais são anteriores à invenção desta terminologia.

No PDF anexo encontram todos os detalhes desta viagem, que terá 2 ritmos possíveis. Em modo de Trekking ou Trail Running esta vai ser mais uma grande aventura, num local tão semelhante quanto distinto do nosso quotidiano. Outras culturas, outras vivências, em África, aqui tão perto do nosso país. Entra em contacto comigo caso queiras vir desfrutar desta viagem. 

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Lengalenga das coisas

O problema das coisas sem coisas não é tanto as coisas sem as coisas, mas sim as coisas que usaram para tirar as coisas das coisas. Se não querem comer as coisas com coisas, comam outras coisas. Há tantas coisas.

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Crónicas da Caverna - A BBC a cortar nos hidratos e a dar na gordura?

Quando a BBC decide produzir um documentário em que um jornalista testa durante 3 semanas uma dieta LCHF, é sinal que algumas mentes estão a mudar. Não muitas ainda. Não suficientes. E isso fica bem patente no programa. 

domingo, 25 de setembro de 2016

Run Castle - Uma corrida e um castelo


Não é estrada mas tem estrada, não é trail mas tem trilhos. E tem edifícios, jardins, pistas de atletismo, velhas e novas, tartin, praça de touros, fardos de palha, estradão. E subidas, boas subidas também. A única coisa que não tem é monotonia. Sejam bem vndos à Run Castle

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Crónicas da Caverna - Um atalho para impacientes


Já percebi que este tema é interessante e despoleta sempre imensas questões. O que se come, o que não se come, e isto faz bem e aquilo faz mal? 

Também sei que muitos gostam mais de começar a ler os livros pelo fim. Primeiro querem saber o que acontece à boazona: casa com o herói e abre uma retrosaria numa ilha do pacífico? muda de sexo e abraça uma vida de militância política?

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Crónicas da Caverna - Uma voltinha pelo mundo Low Carb High Fat


E vai o quê? 1 mês? 1 mês e picos desta incursão ao mundo LCHF. Se bem se lembram isto veio na sequência do meu artigo E a banha da cobra? É uma boa ou má gordura?

Um tipo tropeça nos assuntos e depois não há como experimentar e tirar conclusões. O que mudei na minha alimentação?

domingo, 4 de setembro de 2016

Haute Route - Dia 5 - St Niklaus – Zermatt via Europaweg




St. Niklaus fica no mesmo vale que Zermatt e em caso de necessidade esse seria o percurso a fazer para o último dia. Vale abaixo até Zermatt, um trilho tranquilo sempre junto ao rio e à estrada que liga as duas localidades. 20 Km de tranquilidade. Obviamente que isso não era forma aceitável de terminar esta aventura. Para o ultimo dia o cardápio só tinha um prato. Europaweg!

sábado, 20 de agosto de 2016

E a banha da cobra? É uma boa ou má gordura?


E se grande parte das nossas convicções sobre boa nutrição fosse afinal uma grande treta? E se aquilo que proclamam as autoridades de saúde fosse maioritariamente placebo? Porque somos (cada vez mais) gordos? Porque insistimos em não fazer o que nos mandam? Comemos demais? Não fazemos exercício? 

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Haute Route - Dia 4 - Gite de Moiry - St Niklaus



Acordámos com a profecia do nosso anfitrião cumprida. A França ia ser a nossa adversária na final. O raio do homem tinha razão. 

Descemos para um pequeno almoço buffet de alto nível. Tudo o que um trailer precisa para enfrentar mais um dia de 3000 m D+ em grande quantidade e de excelente qualidade. Os lacticínios eram todos oriundos da zona, produto das vaquinhas que encontrámos pelo caminho e dos fantásticos prados de altitude que embelezam as  paisagens e as fotos. Que grande pequeno almoço! 

Jà sem espaço para uma migalha que fosse metemos pernas à obra.

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Haute Route - Dia 3 - Cabane du Mont Fort - Gite de Moiry

( post anterior Haute Route - Dia 2 - Col de La Forclaz - Cabane du Mont Fort )

A cordilheira do Monte Branco vista da Cabane du Mont Fort
Para se perceber a etapa de hoje é necessário voltar ao dia anterior Esta etapa era a que desde início sempre me preocupou mais. Por tudo um pouco: a distância, o desnível positivo, o acumular do cansaço. Por mais que desenhasse não conseguia baixar dos 50 Km. É uma zona muito selvagem do percurso e sem grandes alternativas. Claro que se poderia encurtar 10 ou mais Kms mas teriam de ser feitos no dia a seguir. Não havia forma de reduzir um pouco sem comprometer os dias seguintes.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Haute Route - Dia 2 - Col de La Forclaz - Cabane du Mont Fort



Desde as 5 da manhã que, primeiro uma luz forte e depois um sol ofuscante, entrava pela janela deixando antever o dia fantástico que estava lá fora. Sabíamos que o dia mais chocho tinha sido o de ontem, pelo que dali para a frente seria sempre a melhorar, provavelmente até demais.

O pequeno almoço seria às 7h o que era demasiado tarde para nós. Nestas aventuras o ideal é levantar às 5h para às 6h estarmos no trilho, já de barriguinha cheia. Isto roubou-nos 2 preciosas horas que são sempre mais bem aproveitadas no destino a descansar do que na cama de manhã. Nada a fazer, o pequeno almoço era uma refeição essencial na nossa estratégia.

domingo, 24 de julho de 2016

Haute Route - Dia 1 - Chamonix -> Col de La Forclaz

( post anterior Haute Route - Como nasce uma aventura )

Ainda antes de vos teletransportar para a mítica Place du Triangle de l'Amitié em Chamonix, local onde se vivem fortes emoções com a partida e a chegada de tantas aventuras e onde já estive apreensivo e também feliz uma série de vezes, uma pequena nota para a mochila, fonte de todas as atenções a uma semana de partirmos. 

material na mochila
Já o ano passado tinha percebido que é possível passar 5 dias a correr com tudo o que é preciso para uma aventura destas. Quanto menos precisarem, mais leves vão e mais fácil vai ser correr. Claro que estamos nos Alpes, a subir é virtualmente impossível correr, com inclinações que podem chegar a 45%, mas a descer.... é só uma questão de hábito.

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Haute Route - Como nasce uma aventura


Esta é a história da mais bela e fabulosa aventura que vivi. Ao contrário de feitos fabulosos apenas ao alcance de super heróis, esta é uma simples aventura feita por pessoas banais que têm em comum, não a vontade de se superarem e de fazerem cenas inacessíveis ao comum dos mortais, mas apenas a vontade de descobrir e conhecer melhor este gigantesco planeta que habitamos. Mesmo que isso implique não saber o que vai acontecer no dia a seguir, ou mesmo por vezes, no passo a seguir...

domingo, 29 de maio de 2016

ARCh MAX Pro Belt - O ovo de Colombo da bastonada

O cinto da Arch-max pro é daquelas ideias que nos fazem pensar “mas porque raio não me lembrei eu disto?”.

Confesso que não sou grande adepto da bastonada. Reconheço a sua utilidade, sobretudo em provas longas e com subidas gigantes e demolidoras. Mas isto é coisa rara em Portugal. Alvoco-Torre é talvez uma das subidas que merece umas belas bastonadas, No MIUT também há umas quantas destas, e mais uma ou outra coisa aqui ou ali. Mas é normal, afinal o nosso país é baixinho, não é fácil encontrar subidas exigentes e consecutivas com mais de mil metros de D+.

terça-feira, 3 de maio de 2016

2 ou 3 coisas sobre nutrição e boa literatura


Acerca do Manual de Nutrição no Desporto, lançado hoje pela Direção Geral de Saúde, e porque já começam a surgir na comunicação social os habituais resumos (de idiotas) para idiotas, vou deixar-vos 2 ou 3 ideias.