8 de Janeiro - 25º Treino Lunar Especial - Volta à Lagoa de Albufeira


Mais um mega empeno para limpar os restos dos exageros das festas. Depois do fantástico treino lunar de Natal tinhamos que aproveitar para subir um pouco a fasquia neste. Aproveitei para fazer uma coisa que já há uns tempos tinha na ideia. Dar a volta à Lagoa de Albufeira.

Desenhado o circuito a olhômetro no Google Maps, dava ideia de ser uma distância simpática. Não íamos partir da Costa porque eram Km's a mais. Assim o local definido foi a Fonte da Telha. Estacionamento perto da GNR, carros em (relativa) segurança e um bom local para o repasto final. Partida às 7h porque o traçado era desconhecido e poderia haver dificuldades e imprevistos. Sempre por trilhos. O Zé cravou o cunhado para fazer um reabastecimento no parque de estacionamento da Lagoa de Albufeira. Só faltava convocar a tropa, tudo estava preparado e planeado ao milímetro (lol).

Estava um frio de rachar e naquela escuridão ninguém reconhecia ninguém. Quando cheguei já havia uns carros por ali. Só podiam ser dos malucos do costume. Ninguém no seu perfeito juízo, a um Domingo, está a estacionar na Fonte da Telha na berma da estrada às 6h50. Lá nos íamos cumprimentando depois de nos reconhecermos, ou era mais vice-versa. Os carros que faltavam iam chegando. Ainda esperámos mais um pouco por um ou outro companheiro que tínhamos quase a certeza que vinha, mas às tantas o relógio e sobretudo o frio venceram-nos. Era preciso começar a correr.


Não vou fazer um relato exaustivo. Para isso temos o filme. Referir apenas os pontos chave. Saímos ainda de noite, sem frontais, quase não se via onde se punha os pés. O percurso inicial correu tal como imaginei. Sempre por corta fogos enormes, num piso fôfo de areia e tufos de plantas. O dia começou de imediato a clarear. No cimo de um morro o nascer do sol deslumbrou-nos. Só por aquela imagem ficou paga a aventura. Seguimos até à entrada da Quinta da Apostiça e daí até à Lagoa. A Lagoa estava magnífica com uma névoa que levantava à medida que o sol aquecia o dia.


Dali para a frente era terreno não cartografado. Contornámos toda a Lagoa que estava com pouca água o que permitiu encurtar a volta. Tinha pensado ir até quase às casas da Apostiça mas não foi preciso. Já do lado de lá da Lagoa, uma vedação da rede Natura obrigou-nos a dar uma volta enorme. Isso e uma ribeira que corre para a Lagoa. Tivemos de ir até à estrada para voltarmos novamente para a Lagoa.

Novamente junto à Lagoa o pinhal e os trilhos são do melhor que há para correr. Zona um pouco já destruída demais pelo pessoal das moto4's.

No parque o cunhado do Zé lá estava com a mesa do reabastecimento. Água, Bolo Rei, chá de limão quentinho (que maravilha) e umas jolas para rebater. Nem nas melhores provas há disto! Um mimo. Um abraço para ele que nos permitiu recuperar energias. O retorno ao carro foi pelo circuito do costume. Cá por cima pela Arriba a unica diferença é que desta vez, fruto da hora, cruzámo-nos com várias pessoas que faziam o caminho inverso. Eu não vi mas houve quem visse inclusivamente um ser de outro planeta apenas de t-shirt.... que visão agoniante... Ele há com cada anorma. Ainda bem que fui poupado.


No final um repasto reconfortante na mesa de picnic mesmo ao pé dos carros. E estava feito o 25º Treino Lunar. Mais uma memória inesquecível. Um abraço ao amigo Silvino Martins que já muito perto do final meteu um pé mal, num buraco, e empenou-se todo. Rápidas melhoras!


O resto das fotos têm de ver no filme. Escolham HD, Full Screen, SOM NO MÁXIMO e vejam se não foi assim mesmo como vos disse. 


28 de Dezembro - 2ª S. Silvestre Nocturna Pirata de Monsanto

Pelo segundo ano se realizou este treino convívio nocturno em Monsanto. Uma brincadeira, um desafio que surgiu no forum do Mundo da Corrida no ano passado, repetiu-se e cresceu significativamente este ano. Antes de verem o pequeno vídeo que preparei e que dedico a todos os que participaram, umas palavras de agradecimento e de reconhecimento.

Primeiro ao amigo Orlando e família que se empenhou na disponibilização das infra-estruturas antes e depois da festa que fizemos. 

Depois, a todos os que não falham uma, os amigos que vou conhecendo cada vez melhor. São vocês que dão o exemplo. E que belo exemplo.

Por fim aos novos amigos que estão a descobrir o prazer de correr e de superarem desafios cada vez maiores. Foi com muito prazer que convenci meia duzia de novos corredores a participar nesta festa da corrida. Acredito que adoraram a nossa loucura saudável, o nosso espírito e o desafio de irem para monsanto à noite apenas com uma luz na tola e com a forte possibilidade de se perderem. E alguns perderam-se e adoraram a brincadeira. 

Suspeito que estas nossas maluqueiras fazem mais pela corrida e pelo desporto nacional do que muitos dos eventos mais emblemáticos mas totalmente bacocos e desprovidos do verdadeiro espírito da corrida só possível de encontrar num evento espontâneo desta dimensão. Para o ano seremos 400?


As fotos do Orlando estão aqui e as do Paulo Fernandes estão aqui 

24 de Dezembro - 24 Treino Lunar - Especial de Natal



Desta vez foi o José Santos o culpado. Já tínhamos chegado à conclusão que teria de ser de manhã porque à noite, no dia 24, há outros compromissos. Mas foi ele que se saiu com a ideia de que queria companhia para um treino longo.  E de facto estava mais do que na altura de fazer uns longos para a maratona de Sevilha e para o Trail dos Abutres. De modos que, em vez de irmos ali pela praia no ram ram do costume até à Lagoa em que nem uns vão depressa nem outros vão devagar surgiu-me a ideia de irmos pela arriba e voltarmos pela praia.

Dito e feito. 7 da manhã lá estava no local combinado e ainda éramos 9 malucos. Sabia que haveria mais alguns malucos a irem fazer o do costume marcado para as 8h30. A ideia era encontrarmo-nos todos no regresso por volta da Fonte da Telha. Mas claro que ir por cima demorou um pouco mais e quem fez o das 8h30 e não quis correr tanto depois também não ia estar ali à nossa espera. Só o Luis passou para além da Fonte da Telha em busca dos seus primeiros 20Km's e acabou por se juntar a mim e ao Álvaro no regresso.
Quase todo o povo dispersou um pouco e ficaram uns resistentes à espera. Ainda chegámos e acabámos por arrastar os resistentes para o pequeno almoço no local de trabalho do Paulo, que ele fazia questão e nós também agradecemos. O resto é história e fica o filme para a posteridade. O Treino 24 no dia 24 que era Natal e que ficará na memória de muitos. O próximo também vai ficar. Isso vos garanto....!


Obrigado a todos. Divertimento à grande!

18 de Dezembro - Grande Prémio do Natal

Quase que me escapava esta prova. Aqui no blog e na realidade. Devido a ter sido dada como cancelada, a dada altura do ano, e depois afinal realizou-se, saiu do radar e convenci-me que me tinha inscrito com a Dora. Quando se aproximou a data e começaram a chegar os mails sobre a entrega dos dorsais percebi que não nos 
tinha inscrito. Combinei com a Dora uma corrida na praia mas depois o Luís ia sozinho à prova e acabei por ir mesmo sem dorsal. 

Já na zona da partida o João Cunha ainda me arranjou um dorsal à ultima da hora embora isso fosse irrelevante. Ia correr na mesma e já tenho demasiados panos do pó cor de laranja a dizer sportzone. 

A prova não tem grande história. Fui devagarinho até ao Campo Grande na galhofa com o João Cunha e o Luis mas depois a pouco e pouco fui acelerando um pouco e acabei por acelerar bem. Isto até perto do Campo Pequeno onde encontro o Silvino Martins e fomos na conversa até ao final a falar disto e daquilo.



No final demasiada confusão para receber o tal pano do pó, uma maçã e uma água. Se o Luís não fosse seguramente que não tinha ido. O único interesse destas provas é encontrar alguns amigos e pormos a escrita em dia. De resto é um bocejo andar a correr sempre pelas mesmas avenidas de Lisboa, os broncos dos tugas metidos nos carros a buzinarem, a respirar escape, etc. 

Não sei para que se fazem estas provas no centro de Lisboa. Ninguém aplaude, parece que só incomodamos e irritamos os srs. automobilistas que querem a cidade para tratarem das suas vidinhas, sempre nos seus pópós fumarentos que lhes levam grossas fatias do ordenado, mas que impressionam os amigos e os vizinhos. Não há pachorra. 

Garmin 610 - A minha análise


Adeus Garmin 405!

Mais de 3 anos, mais de 500 treinos e corridas, mais de 5.500Km, mais de 550 horas, mais de 88.000m de elevação, mais de meio milhão de calorias. Foi o meu companheiro fiel que bastante me ajudou a atingir os meus objectivos. Já era tempo de descansar um pouco. Hoje um novo companheiro tomou o seu lugar. A tarefa não vai ser simples, fazer esquecer o fiel 405. Com todas as suas nóias e limitações, foi uma boa máquina. 
Apresento-vos o novo companheiro de corridas. O Garmin 610. A ideia desta pequena análise não é fazer uma análise a fundo do relógio e das suas potencialidades. Isso já existe e não é possível fazer melhor que o DC Rainmaker na sua análise em todos os detalhes do relógio. É seguirem o link e lerem. Se não dominarem a língua inglesa, usem uma mente aberta a leiam a versão cómico-traduzida

A ideia deste texto é dar-vos a minha opinião bem como destacar de forma simples o que é bom e o que é menos bom. Mau ainda não dei por nada. Também irei actualizando este texto sempre que achar necessário.

Como a minha experiência é do 405 este texto irá fundamentalmente comparar os 2 e não detalhar as funcionalidades.

O 405 era uma bela máquina. Usei todas as funções e espremi o tipo durante estes 3 anos. As únicas nóias que me chateavam um pouco eram:
  • o aro é inutilizável com água, chuva, humidade ou suor. A ideia era boa mas em ambiente de prova ou com chuva é esquecer manipular o relógio. Não era assim tão grave. Bloqueava-se o aro e pronto. Claro que se fosse à noite, com o aro bloqueado a luz era mentira, por exemplo. No Inverno as camisolas de mangas compridas a roçar no aro tinham resultado imprevisíveis, etc. Enfim não era uma solução perfeita e por isso a Garmin abandonou a ideia
  • o visor algo pequeno e com um LCD de qualidade duvidosa. Pouco nítido e embora fosse possível ajustar o contraste... não havia um ponto óptimo. Agora percebo que tal se devia à qualidade do LCD. Para perceberem melhor o que quero dizer com isto vejam esta imagem:
A qualidade do LCD e o contraste do 610 envergonham o 405
  • a reduzida autonomia (8 horas anunciadas mas 6 e pouco era o mais razoável. Raramente me preocupou porque não fazia provas tão grandes
  • o aspecto, quase de relógio normal mas ao mesmo tempo um pouco gigante. Ainda assim perfeitamente utilizável como relógio normal. Como era algo grande dava nas vistas e era preciso explicar que não era uma máquina de lavar roupa de pulso (era o que me fazia lembrar aquele aro à volta)
De resto era uma máquina perfeita. Alguns dos problemas que tive foram prontamente resolvidos pela assistência Garmin em Portugal com a troca por outra unidade. Este tipo de serviço que espero que a Garmin mantenha sempre, também é um grande descanso na escolha de um novo relógio.

O 610 em termos de funcionalidades não traz nada de espectacularmente novo relativamente à linha 4xx. Agora o visor e o interface, isso sim. Uma verdadeira pedrada no charco. Que evolução! Um dia todas as cebolas serão assim. Não é possível fazer muito melhor num espaço tão pequeno. Um visor resistivo, ou seja funciona com um pouco mais de pressão e não com o leve aproximar do dedo (como a ultima geração de smartphones). Isso é bom porque não é activado pela roupa e funciona igualmente bem com luvas. Mesmo a chover torrencialmente é possível usar o relógio sem qualquer problema e até conseguem usá-lo debaixo de água. Não é à prova de água mas respeita a norma IPX7 ou seja pode estar até 30 minutos a 1 metro de profundidade. Isto não quer dizer que dê para nadar com ele. Uma coisa é estar ali quietinho a 1 metro durante meia hora, outra coisa é suportar a água a bater-lhe, os mergulhos etc. Diria que no máximo uma chuvada em cima para o rapaz sentir a natureza é o ideal.

Uma coisa que não é significativa mas é positiva é o design. É o Garmin mais bonito até à data. Tem boa pinta. Impressiona o mulherio que, já se sabe, nestas coisas percebe do assunto. Primeiro o tipo dá nas vistas. Depois quando começam a mostrar o interface a funcionar. Faz sucesso.
Embora não seja muito mais pequeno, é mais baixinho que a linha 4xx, e como está bem conseguido, já entra na categoria de relógio de pulso e passa por relógio vulgar sem qualquer problema. Uma carga faz 4 semanas como relógio ou 1 semana com 45 minutos diários de treino. Gosto desta característica. O relógio está sempre convosco e se fôr preciso está logo ali pronto a registar um track. A conexão para carregar também foi reformulada. Agora já não usa aquela pinça enorme. Um encaixe que fica no lugar com ímanes é perfeitamente compatível com manter o relógio no pulso e correr. 

Com um adaptador para um par de pilhas AA de 1,5V é possível correrem até esgotar a capacidade de registo de track. Basta irem ao ebay e os nossos amigos chineses enviam-vos para casa por 2€ uma pequena caixinha que permite carregar todo os vossos gadgets USB com 2 pilhas de 1,5V. O carregador de emergência ideal para ter à mão. Carrega até o vosso smartphone ou telemóvel desde que use um cabo USB. Chinesices que inveriavelmente são úteis e baratinhas. Eu pedi um destes que deve vir a caminho algures.

Já várias vezes me perguntaram especificamente de que fornecedor mandei vir o meu. Na realidade são todos iguais. A razão porque não pus logo o link do que me vendeu é porque os links expiram e deixam funcionar. Os vendedores estão constantemente a colocar novos links. Neste momento o vendedor de onde comprei já vendeu todos e não tem nenhum para vender, mas há dezenas de outros. Por exemplo este. Quando este expirar usem a listagem do outro link que está ordenada pelo mais barato, garantam que o vendedor é um dos que tem uma medalha de Top-Rated Seller e encomendem com confiança. Na remota e eventual hipótese que algo corra mal são apenas 2€ e mesmo assim podem sempre denunciar o vendedor e tentar exigir da Amazon a devolução do dinheiro.

A capacidade de registo de track é cerca de 200h com Smart Recoding e 50h com registo de segundo a segundo. O Smart Recording poupa pontos gravando mais pontos apenas quando ocorrem mudanças de velocidade ou de direcção e mantendo uma gravação de pontos mais reduzida quando seguimos um traçado mais contínuo. O segundo a segundo é mais preciso mas esgota mais depressa a memória.

A vibração também é uma novidade e uma boa novidade. Por vezes o beep é demasiado fraco ou é abafado pela roupa ou vamos a ouvir musica. Com a vibração não escapa.

A cinta HRM (Heart Rate Monitor) é excelente. Muito mais leve, mal se sente e precisa de muito menos pressão para se manter no lugar. Excelente evolução para o bacamarte que vinha com o 405. A cinta HRM é fundamental para me ajudar nos meus treinos controlados pelo relógio já que tudo o que é velocidade e esforço é controlado à base do ritmo cardíaco. Para treinar com base em ritmo é preciso comprar um acessório para os ténis que vos dá uma velocidade instantânea bem mais precisa. A velocidade instantânea na corrida é muito pouco precisa porque vamos devagar demais para a margem de erro do sistema GPS. Na realidade com uma precisão de 3 metros, que já é excelente, entre 3 passadas é impossível saber a vossa localização precisa. Portanto é impossível ter uma velocidade instantânea precisa.

Agora as coisas piores das quais algumas são duvidosas e outras simplesmente parvas.
  • Não é possível saber a percentagem exacta da bateria sem pôr a carregar. Assim que pomos a carregar surge a percentagem. Se estiverem longe do carregador a bateria restante é 1, 2 ou 3 pauzinhos. Isto é simplesmente estúpido. Não vale a pena pôr paninhos quentes. Ou então talvez haja uma verdadeira razão e o burro sou eu... já lá dizia o outro.
  • O "vidro" do relógio no meio faz um barulho oco que não abona muito a favor da percepção de ser muito resistente. Enquanto não lhe pus um protector de écran não descansei. Dava a ideia que o plástico não ia resistir à primeira pancada. 6 por 2€ em protectionfilms24.com. De um dia para o outro da Alemanha. Qualidade média mas por 2€ não há milagres (portes incluídos). O site tem opções mais caras. Prefiro ir trocando sempre que fôr preciso. Vamos ver como resiste este que agora lhe pus. Não é fácil de colocar mas com 6... algum há-de correr bem. Ou não :) No meu caso o 3º ficou quase perfeito. 
  • A Garmin retirou a função Courses. Esta função permitia descarregar para o relógio um track GPS e depois segui-lo mostrando no écran uma bússola que apontava a direcção a seguir e o relógio queixava-se sempre que saímos do track ficando a bússola a apontar a direcção para se voltar ao track. Reconheço que era uma característica apenas usada por pessoal que explora todo o pontencial do relógio, ou seja uma minoria de pessoas. Mas se estava a funcionar na série 4xx é de uma estupidez atroz retirar a funcionalidade. Não esquecer que em termos de funcionalidades este é praticamente um 4xx com outro interface. A série 4xx não tinha mapa (nem este tem) sendo esta a unica função que a série 3xx tem a mais que a 4xx. O visor é de facto pequeno para um micro mapa. Mas esta função da bússola a apontar o track era rudimentar mas era qualquer coisa. E usei-a várias vezes para ir correr para sítios que desconhecia. Garmin, retirar esta funcionalidade... nem tenho palavras para descrever a vossa atitude.
A boa notícia é que qualquer uma destas coisas más (tirando a questão do "vidro") tem solução simples. Basta a Garmin assim o decidir e inclui-las numa próxima revisão de frmware. Para ser mais preciso a funcionalidade existe e está no relógio, tal como estava no 405, mas só é possível usar quando escolhemos a opção "Voltar ao Início" que é para ele vos guiar de volta ao princípio do track que começámos a gravar. Ou seja há aqui uma decisão consciente (cof!! cof!!) de tirar uma funcionalidade, que não consigo perceber. 

No 610 nota-se uma vontade da Garmin em simplificar o relógio. O interface ajuda muito mas depois há uma série de outras configurações, detalhes e possibilidades que foram retiradas. Felizmente nada de grave ou muito útil e nada que não possa ser melhorado. 
Fica-se com a sensação que o software é ainda algo em evolução. Ou seja, podem vir a ser incluídas outras funcionalidades que foram deixadas de fora inicialmente. Afinal este é o topo de gama actual da linha Forerunner (pelo menos até Janeiro quando sair o 910 que não será um competidor directo com o 610 porque se destina mais ao triatlo)

Concluindo. Em termos gerais é um excelente relógio. Ainda um pouco caro mas já é possível encontrar online em Portugal por menos de 300€ com cinta HRM. É mesmo um dos sítios mais baratos para comprar o 610. Deve ser o único gadget que é mais barato em Portugal. Vale a pena?

  • Se está a pensar comprar um 4xx, sem duvida. A diferença de preço justifica. Claro que deverá ter em conta que faltam ainda uma ou outra coisa, que infelizmente podem nem vir a existir. Mas se não lhe interessa o que falta nem vale a pena pensar mais nisso. 
  • Se já tem um 4xx  o upgrade já pode ser mais duvidoso. Não vai ter assim nada de muito evolutivo, pelo contrário vai perder algumas features. (Alô GARMIN?!!!?? Está aí alguém?). É ler do princípio e decidir se compensa
  • Se está a começar na corrida ou se não quer gastar mais de cento e poucos euros então este não é o modelo indicado. Comece por um 110 ou se gosta de relógios gigantescos veja outras marcas ou a série 3xx


Carregador de emergência

Para obviar a "reduzida" autonomia do Garmin 610, encomendei, como referi, o carregador de emergência referido acima. Este carregador é imprescindível para quando se precisa de registar um track por mais de 8 horas, ou apenas para aqueles dias em que chegamos a casa e o Garmin está quase sem bateria. Bolas! Acabou-se esse problema. Agora é só levar o carregador de emergência e ir carregando durante o treino.

Claro que o carregador também serve para qualquer aparelho que se carregue por USB: telefones, ipods, etc. Funciona bem com pilhas recarregáveis. Consegue carregar o meu Galaxy S sem grande problema embora esgote umas pilhas recarregáveis com uma carga. Nada que não estivesse à espera. Para o Garmin dá para muitas cargas pois a bateria é infinitamente mais pequena do que a do meu telefone.

Hoje foi dia de testar em treino. Tal como o 405, o 610 quando está a carregar não é possível aceder a nada do relógio. Nem sequer parar ou iniciar o cronómetro. Por isso deve iniciar a carga já com o relógio a registar o track GPS. Embora não possa fazer nada ou consultar sequer o que está a registar, o relógio continua em background a registar todas as informações, como habitual. Se suspender a carga, ou no final, tem acesso a tudo como habitual.

No terreno o ideal é levar o cabo já colocado no relógio com o fio a subir pela manga. Com o carregador no bolso assim que for preciso é só ligar a ficha USB e imediatamente o relógio inicia o processo de carregamento, enquanto continua a registar o track.

Carregou cerca de 40% durante 1 hora de treino, pelo que me parece que o tempo de carga total será sensivelmente o mesmo do que com o carregador de origem. A capacidade da bateria é reduzida e não deverá haver diferença. Um excelente gadget que convem sempre ter por perto. Cada vez há mais traquitanas que se podem carregar por USB pelo que um gingarelho destes é um bom companheiro para ter sempre por perto. Com um par de pilhas AA é vida nova para aquele aparelhómetro que nos esquecemos de carregar. Recomendado e resolvido o problema das 8 horas de autonomia do 610, por 2€.

Bons treinos!

10 de Dezembro - 23º Treino Lunar


Desta vez fomos menos que os deputados do Bloco de Esquerda e por pouco cabíamos num taxi. Isso não tornou este treino diferente dos outros. Só para quem não veio. Deixámos os carros mais perto da rotunda da lota. O Pedro já lá estava quando cheguei e enquanto falávamos chegou o Paulo a mulher e o Luís. Reunido o team lá arrancámos. 

A noite prometia chuva mas o céu estava limpinho com uma lua enorme a cumprimentar-nos. Não estava o frio dos últimos dias pelo que estava bastante agradável para o nosso treino na praia. Areal compacto maré ainda um pouco em cima fruto de termos ido um pouco mais cedo. 

Ali pelos 20 minutos com um céu limpo e um luar fantástico estranhamos e olhamos para trás. Do lado de Sintra lá vinha mais uma frente de borrasca a caminho. Não íamos escapar. Decidimos fazer só mais 10 minutos antes de regressar mas já não adiantava. Estávamos tramados. Demos a volta e 10 minutos depois a nossa amiga chegou. A dada altura bem forte fustigava-nos mas sabia bem. Durou talvez 10 minutos até começarmos a ver que em Lisboa já estava a limpar. Pouco depois era a nossa vez e tão depressa veio como desapareceu. Mesmo a tempo de secarmos um pouco antes de chegarmos. Trocámos de roupa e a lua voltou a brilhar no céu. 


Foi só o tempo de trocar a roupa molhada, juntar os carros e montar a banca. Poucos mas bons e sem nada combinado surgiu uma refeição completa. Bem regada e com sobremesa e fruta. Uma maravilha estas corridas com calorias.





O próximo treino lunar será no dia 24 de Dezembro. Bem cedinho para ficar bem acordado para a ceia. Vamos arranjar espaço para as calorias dessa noite. Desta vez como é de manhã a ideia é o petisco ser o pequeno almoço. A maré vazia é das menores do ano e será por volta das 8h30. A hora do treino ainda não está totalmente combinada. Talvez haja 2 grupos. Um para fazer 30Km que vai mais cedo e outro para fazer o treino habitual que parte 1h30 depois. A ver vamos. Fiquem atentos ao grupo do Facebook.
O próximo treino é o 24º no dia 24. Que lindo!!! Vais ser o ultimo... de 2011 :)

4 de Dezembro - (Meia) Maratona dos Descobrimentos


Embora esta tenha sido a minha 1ª maratona (com o percurso final de 2009) não nutro especial interesse em fazê-la. E como vem sempre numa altura do ano associada a um período de recuperação, opto por descansar um pouco, baixar o nível de teinos, e já agora, baldar-me à maratona fazendo apenas metade. Já o ano passado foi assim. Prefiro desgastar-me para fazer a do Porto e descansar em Lisboa. Pancas! Para o ano logo se vê como vai ser.

De qualquer forma fui deixar o carro na partida a tempo de ver partir o pessoal da Maratona, tirar umas fotos e filmar a partida. Podem ver o filme aqui

Depois e dado que o Metro este ano já é a pagar, ocorreu-me a brilhante ideia de fazer os 7Kms até à Ribeira a correr. Que bela ideia. Às vezes têm de nos abanar um pouco para vermos as coisas por outro prisma. Fiquei fã deste circuito. Sabe mesmo bem descer a Av. de Roma, a Guerra Junqueiro e a Almirante Reis. Quando damos por nós estamos no Terreiro do Paço, Cais Sodré à vista e a Ribeira ali ao lado. Simples óbvio e elementar, como diria o outro do cachimbo. Com a companhia da minha cunhada de bicicleta, que ia apoiar o meu irmão na 2ª parte da maratona, lá fomos.



No caminho ainda vejo o Zé Santos passar de carro mas não percebi o que disse, nem percebi onde ia de carro. 

Chegado à partida da meia, chega o Zé. Tinha chegado muito em cima da hora à partida e com o transito cortado foi pôr o carro sabe-se lá onde e foi a correr para baixo também.Depois veio atrás e mim e quase chegava ao mesmo tempo. Ainda deu tempo de encontrar os meus colegas de equipa. Para a Rita era uma estreia esta distância. Excelente atitude a dela. Eu levava a máquina fotográfica na mão e estava mais interessado em fotografar do que em fazer um bom tempo. Sem stress, podcast nos ouvidos e lá fomos. Ia tentando fotografar os amigos mas não é fácil ter tempo para tudo, principalmente quando nos cruzamos. 

A prova não teve grande história até chegar à rua da prata e passar por mim a Lúcia. Ia adormecido naquele ram ram e passa ela com grande gás. Disse-lhe que ia muito bem. Mas em vez de a deixar fugir meti uma abaixo e fui atrás. Sempre servia para acordar um pouco. Vinha sem qualquer pretensão e até estive parado com o Zé Sousa num abastecimento em Belém. O Zé estava a comer o abastecimento inteiro. Mas ali a subir a Almirante Reis estava animado o ritmo. Vejo a Dina e a Iolanda no Martim Moniz e volto atrás para uma foto. Teve azar a Iolanda.

Retomo a perseguição à Lúcia. Agora 50 metros à frente. Aperto com a máquina e começo a ver o Zé Santos. Mais um incentivo. Perto da Alameda alcanço o Zé e vamos ali os 3 por perto. Estava a sentir-me bem e fico com o Zé. Atacamos a ultima subida antes da praça do Areeiro, quando a coisa fica mesmo dura. Pica-me a mosca e disparo num sprint até à praça do Areeiro onde espero pelo Zé para uma foto. 
E seguimos juntos dali até à meta. Faltavam talvez 800m para chegarmos quando lhe pergunto quanto tempo temos (o meu relógio tinha ficado sem bateria). 1h35. Sóóóóó. Vamos a um sprint final para ficarmos abaixo das 40? Primeiro disse que não mas lá se animou com a descida e viemos a bombar até à meta. 1h40m e uns pós. Mas descontando o tempo da partida foi 1h39 e qualquer coisa. Record para o Zé. E logo numa meia com 3Km a subir. Eu também fiquei surpreendido com o meu tempo. Afinal tinha vindo no maior dos descansos e também fiz o meu melhor tempo !?!? E esta hein :)
O descanso dos guerreiros

Na zona da meta ainda pude a assistir ao José Carlos Melo a festejar efusivamente algo (depois vim a saber que tinha feito menos de 3h30) a dar um banho de isotónico (sem querer claro) a um companheiro que estava no local errado à hora errada. Parabéns também para ti Melo. Impressionante essa máquina de correr.

Aos meus colegas Rui e Rita também os meus parabéns. O Rui pulverizou o seu tempo anterior na meia e a Rita teve uma estreia muito promissora. Acima de tudo no dia seguinte era visível a sua felicidade pela participação na prova, que é o mais importante!

Vejam as 161 fotos que tirei durante a prova no facebook.

27 de Novembro - Grande Prémio da Arrábida


Algumas horas depois do 22º Treino Lunar  lá rumámos a Setúbal para a anual peregrinação ao Castelo de Palmela e ao Moscatel no regresso.

Um belo dia de sol mantinha a temperatura agradável. Apenas um pouco fresco. Mas mais do que bom para correr. A prova decorreu dentro do esperado. Novidade para o Luis e para 2 colegas do trabalho. Eu tinha como objectivo fazer 1h já que tinha vindo a reduzir desde 2008. O ano passado quase 1h02.
Olha que trupe que aqui vai
Tudo estava a correr bem até que veio a cobra. Começa a subida e cadê a força nas pernas? Não é que não subisse mas sentia as pernas fracas e sem capacidade de responderem. Ahhh! Lembrei-me logo da véspera.. véspera? Pouco mais de 12 horas atrás a acelerar na praia feitos doidos. Foi gerir a subida e esperar que a coisa passasse.
Moscatel obrigatório
No abastecimento do Moscatel ainda houve tempo de abrandar e cumprir a tradição. Segui sem perder mais tempo. A descer para a meta vejo o Roque ao longe. Meto mais uns gravetos na fornalha e lá vou eu. Apanho-o no ultimo Km. Mas foi preciso correr abaixo dos 4 para me chegar ao pé dele. Bolas que o homem está a correr bem. Quando o apanho começa logo a queixar-se que não vai bem... imaginem se fosse. Continuamos naquele ritmo diabólico. Eu agradeço a ver se consigo recuperar da má subida e faço menos de 1h.

Com o problema técnico que houve com os tempos da chegada não há um tempo oficial e não consegui parar o cronómetro na meta.... (daaaahhh) mas olhando para o track fiz 1h00m40s...ahhhh....
Abaixo de 1h vai ter de ficar para 2012.

Tirando o problema da cronometragem que criou seguramente alguns embaraços à organização, tudo correu na perfeição. Novamente tivemos de embalar a trouxa e zarpar dali para fora. A troika aconselha a guardar os excessos para 2034 e viemos para casa tratar do almoço.

Aqui fica um link para as fotos do Paulo Fernandes no Facebook. 

26 de Novembro - 22º Treino Lunar


Desta vez fiz batota, confesso. Só que um compromisso inadiável na 6ª obrigou-me a mudar o treino para Sábado. Teve mesmo de ser. Mas who cares? Vinham os mesmos ou menos. O que importa é que a tradição cumpriu-se e o resto é conversa. Tivemos estreantes nestas andanças. Eu não queria ir muito depressa porque no dia a seguir era o GP da Arrábida com a famosa cobra a subir até ao Castelo de Palmela. Mas embora não tivéssemos o Capucho, tínhamos o Pedro Ferreira e o Vitor, foi dar ao mesmo. Terminou tudo a acelerar que nem uns cavalos. Estava um bom areal, e algum frio que rapidamente desapareceu à medida que o andamento apertou. No final fomos ao belo petisco.


Infelizmente a criminalidade aumenta de forma brutal e até nos treinos lunares isso foi sentido. Alguém tinha deixado um saco dentro do carro à vista, felizmente sem nada de valor. Quando voltámos um vidro de uma janela partido e o saco desapareceu.  Quase que apanhávamos os tipos com a boca no trombone porque foi quando estávamos a vir para os carros trocar de roupa que o alarme começou a tocar e ainda vimos um carro a desaparecer rua abaixo. Mais um sinal da degradação que a pouco e pouco alastra pelo nosso país. 

Depois de resolvido o problema lá fomos comer porque ficar sem jantar é que não podia ser. Combinámos não deixar os carros naquela zona. Vamos passar a estacionar junto à lota que é mais movimentada. Mas aqui o problema principal foi o saco à vista dentro do carro. Regra número 1: NUNCA DEIXAR NADA À VISTA DENTRO DE UM CARRO.

Aqui estão mais algumas fotos.

20 de Novembro - 1ª Corrida D. Dinis


Mais uma nova aposta na zona da grande Lisboa. A 1ª corrida D. Dinis em Odivelas. Lá fomos experimentar a coisa. Percurso urbano mas com a simpatia de umas subidinhas valentes. Foi um pouco complicado para estacionar o carro. Domingo de manhã com toda a gente em casa ainda a dormir... Mas lá se conseguiu. Um pequeno aquecimento junto à ribeira de Odivelas que espelha bem o estado das coisas. Um parque bonito, uma zona verde junto à ribeira agradável para umas caminhadas e corridinhas. Mas debaixo das pontes, vários alojamentos de pessoas sem abrigo. Uma pena esta sociedade tão tosca que vamos criando.

A prova correu bem, feita sem grandes pretensões. Depois de descansar um pouco fui para a meta ver chegar a malta. O Luis lá vai melhorando a forma e vai fazendo tempos cada vez melhores. O meu irmão também marcou presença. A Dora tornou a fazer uma prova de 10Km após um grande período de ausência das corridas. Chegou bem. 

E toca a despachar que era preciso vir para casa tratar do almoço.Foi simpática e como tem umas boas subidas acaba por ser durinha. A considerar para o ano.

Em plena aceleração para a meta